Avaliação de Desempenho vira de instrumento de ameaças de alunos contra professores
26
Nov
Avaliação de Desempenho vira de instrumento de ameaças de alunos contra professores
A Avaliação de Desempenho instituída pela Seduc, em maio deste ano, agora virou instrumento de ameaças à professores, conforme denunciou o jornal Folha de S. Paulo em matéria publicada nesta terça-feira (18).
A Resolução Seduc Nº83 informa que professores, diretores e coordenadores da rede estadual serão avaliados periodicamente entre si e pelos estudantes.
E mais que isso, coloca que o resultado da análise pode servir como instrumento para mudanças compulsórias no posto, aulas ou classes do professor.
A medida, que foi questionada pelo CPP via ofício ainda no mês de maio, começou a ter o resultado negativo previsto por especialistas e profissionais da Educação.
Dezenas de vídeos estão circulando pelas redes sociais com estudantes dando nota zero para os professores e justificando que estão se vingando deles.
Comentários como “Pude me vingar de todos [os professores]” e “Vai tudo perder o serviço” são citados na reportagem da Folha de S. Paulo, que ainda tem o relato de uma docente que diz ter sido ameaçada com por alunas que estavam usando o celular na sala de aula, o que é proibido por lei, e disseram que dariam nota baixa para ela caso tivessem que guardar os aparelhos.
Situações como essas ajudam a explicar a crise de saúde mental na Educação pública do estado de São Paulo.
Segundo um levantamento feito pelo CPP, foram registrados 95 afastamentos de professores por dia em decorrência de transtornos mentais e comportamentais (CID-10) de janeiro a setembro de 2025.
Acompanhando a situação desde o começo, a entidade de classe segue atenta e agindo para defender os professores dos constantes ataques sofridos dentro e fora das salas de aula.
“O Centro do Professorado Paulista discorda totalmente da forma que a Secretaria da Educação vem realizando as avaliações dos docentes e ingressamos, inclusive, com uma ação coletiva sobre o assunto. É uma inversão de papéis possibilitar aos alunos a avaliação dos professores, e coloca os profissionais em situação de extrema fragilidade e insegurança. Lutaremos com todos os meios cabíveis para impedir este absurdo”, afirmou Marcio Calheiros do Nascimento, diretor Jurídico do CPP.
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