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Estudo aponta risco de apagão de professores no Brasil até 2040

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08 Jun

Estudo aponta risco de apagão de professores no Brasil até 2040

O Brasil poderá enfrentar um déficit de até 235 mil professores da educação básica até 2040. A projeção foi divulgada pelo Instituto Semesp, entidade que representa instituições mantenedoras do ensino superior no país, e acende um alerta para a escassez de profissionais na área da educação.

De acordo com o levantamento, o chamado “apagão docente” está relacionado a diferentes fatores, como o abandono precoce da profissão, o envelhecimento da categoria e a baixa procura dos jovens pelos cursos de licenciatura.

O cenário já vinha sendo apontado em estudos anteriores. Uma pesquisa publicada em 2010 na revista Cadernos de Pesquisa, da Fundação Carlos Chagas, identificou uma rejeição recorrente à carreira docente entre estudantes de escolas públicas e particulares de cidades de médio e grande porte em diferentes regiões do país.

Entre os motivos apontados pelos jovens estão a falta de identificação com a docência, os baixos salários, as condições de trabalho nas escolas e até a influência familiar na escolha profissional. Outro ponto destacado pelas pesquisas é a desvalorização da carreira docente em comparação a outras profissões que também exigem ensino superior completo. 

Um estudo coordenado pela Fundação Carlos Chagas também analisou a realidade de professores que atuam em múltiplas escolas. Segundo a pesquisa, o excesso de trabalho, os longos deslocamentos e a carga horária extensa contribuem para o aumento do estresse e podem comprometer tanto a saúde dos docentes quanto a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.

Para o diretor regional do Centro do Professorado Paulista (CPP) de Rio Claro, Moacir Rossini, o cenário exige atenção urgente das autoridades e da sociedade. “A educação sempre foi um dos pilares mais importantes para o desenvolvimento do país, mas infelizmente o professor vem sofrendo um processo contínuo de desvalorização. Sem salários dignos, melhores condições de trabalho e respeito à profissão, cada vez menos jovens terão interesse em seguir carreira no magistério”, afirma.


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