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Pesquisa revela desvalorização do professor entre alunos brasileiros

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21 Set

Pesquisa revela desvalorização do professor entre alunos brasileiros

Um estudo feito pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação, a União dos Dirigentes Municipais de Educação e o Itaú Social, revelou um dado preocupante: menos de 40% dos alunos dizem respeitar e valorizar seus professores.

A pesquisa ouviu 2,3 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano em mais de 21 mil escolas brasileiras. Os resultados mostram que, na transição da infância para a adolescência, os alunos mais velhos têm uma visão menos positiva sobre a escola e, principalmente, sobre a figura do docente.

Enquanto 39% dos estudantes do 6º e 7º anos afirmam respeitar e valorizar os professores, entre os do 8º e 9º anos esse índice cai para apenas 26%. Essa relação fragilizada é um dos maiores desafios enfrentados pela educação, refletindo-se no dia a dia das salas de aula.

Os dados confirmam uma realidade já percebida há anos pelos educadores: a crescente onda de violência e desrespeito contra professores. Em 2023, uma pesquisa revelou que 1 em cada 5 docentes em São Paulo foi vítima de violência escolar. Neste ano, levantamento nacional da Fapesp apontou que a violência nas escolas mais do que triplicou nos últimos 10 anos.

Apesar disso, a pesquisa também trouxe um ponto positivo: mais da metade dos alunos declarou sentir-se acolhida pela escola. Esse índice, no entanto, também diminui conforme a idade: 66% dos estudantes mais novos se sentem amparados, contra 54% dos mais velhos.

Para o professor Moacir Rossini, diretor da regional de Rio Claro do Centro do Professorado Paulista (CPP), o resultado expõe a urgência de políticas públicas efetivas. “A desvalorização do professor é um problema histórico que agora se reflete diretamente no comportamento dos alunos. O CPP luta constantemente pela valorização docente, com melhores condições de trabalho, salários justos e respeito à profissão, porque sabemos que sem o professor não há futuro para a educação nem para o país”, destacou.

Com a nova política nacional voltada especificamente para a etapa do 6º ao 9º ano, a expectativa é de que sejam construídas ações mais eficazes para enfrentar esses desafios e fortalecer a relação entre alunos e professores.

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