Quem são os professores da rede estadual de SP? 9 dados que mostram o perfil
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Out
Quem são os professores da rede estadual de SP? 9 dados que mostram o perfil
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) têm, atualmente, mais de 200 mil professores. A Seduc-SP traçou um perfil que mostra que as mulheres são maioria entre os docentes em sala de aula (70,5%), a faixa etária predominante é de 40 a 49 anos (33,6%).
Conheça o retrato do corpo docente da rede: quem está na sala de aula, quais disciplinas concentram mais professores, nomes mais comuns, como é a formação acadêmica, a faixa etária predominante e de onde vêm esses profissionais.
1) Quem está em sala e qual a faixa etária predominante
A Seduc-SP indica quantos docentes estão na sala de aula e aponta a faixa etária predominante de 40 a 49 anos.
2) Quem conduz os anos iniciais do Fundamental
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, são 44.241 docentes mulheres e 6.411 professores homens.
3) Disciplinas com mais docentes
Entre todas as disciplinas lecionadas na rede estadual de ensino, matemática concentra o maior número de docentes, seguida por língua portuguesa; na sequência, estão história e geografia, com 18.255 e 16.856 docentes.
Professor de matemática em São Bernardo do Campo, Lucas Pontes de Jesus, de 34 anos de idade, se tornou neste ano docente efetivo da mesma escola que frequentou nos anos finais do Ensino Fundamental, a Escola Estadual Professora Yvone Frutuoso Prodóssimo, após aprovação no concurso público organizado por essa gestão da Seduc-SP. Além disso, ele também atua como professor do projeto Aulas Olímpicas aos sábados na Escola Estadual Senador Robert Kennedy.
“Escolhi a vaga no concurso na escola Yvone, que é perto da minha casa, e no bairro onde moro há bastante tempo. Trabalhar na rede pública tem um impacto pessoal, de você mudar a vida do aluno, participar de seus saberes. Não vejo a hora de ter experiências que meus colegas têm, de encontrar um aluno mais para frente e ele vir me agradecer por ter feito a diferença”, avisa.
4) Formação acadêmica
O levantamento aponta 52.295 docentes com especialização, 5.388 com mestrado e 1.309 com doutorado.
Nicole de Oliveira Alves Damasceno, 40 anos, professora de história da Escola Estadual Professor Andronico de Mello, localizada no Jardim Colombo, está entre os professores com doutorado na rede estadual.
Sua vida acadêmica foi guiada pelos estudos relacionados à infância e escravidão no Brasil Colônia e Brasil Império, tema que é abordado em suas aulas com os estudantes do Ensino Médio e aprofundado diante das temáticas do Currículo Paulista.
A docente com doutorado afirma ter predileção por lecionar para alunos do Ensino Médio e esperava pela aprovação no concurso para escolher uma escola com esse nível de ensino.
“Avalio que o maior impacto é que, nesta faixa etária, os alunos passam a ter sua consciência política e social, o desenvolvimento da própria cidadania e como eles estão inseridos na sociedade de forma geral, para além do espaço da escola. É gratificante trabalhar com essa faixa etária para trazer para eles uma confiança para as provas externas, como o Provão Paulista e o Enem, e mostrar que o futuro está muito perto”, conta a professora.
Por sua experiência com a vida acadêmica, ela incentiva os estudantes a fazerem pesquisas mais aprofundadas. “Nós conseguimos fazer leituras diferentes, eu trago fontes históricas, recortes de jornais de época e adapto o conhecimento para as aulas. Nesse sentido, eles têm acesso a mais materiais que podem auxiliar em mais pesquisas”, complementa a professora.
5) Estado civil
São 81.742 casados, 66.734 solteiros, 16.818 divorciados, 2.067 em união estável e 2.059 viúvos.
6) Autodeclaração de cor/raça
Há 128.069 docentes que se identificam como brancos, além de recortes de pardos, pretos, amarelos e indígenas; a rede também conta com 40 professores atuando em escolas quilombolas.
7) Nomes mais frequentes
Entre os nomes mais comuns estão Maria, José, Ana e Paulo.
8) Origem dentro do Brasil
A maioria nasceu no estado de São Paulo, com presença de docentes de outras unidades da federação; entre os destaques, Paraná (4.694) e Pernambuco (2.850).
9) Professores estrangeiros
A rede estadual também recebe professores estrangeiros; entre eles, Japão (24), Chile (19), Argentina (14) e Angola (12).
Fonte: Agência SP
Fonte: Agência SP
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